Vinicius de Moraes: Quem Vive Apaixonado, Vive em Prece

Para Marcelo Cosme Maia, amigo de infância, vítima da Covid-19 em Manaus em 25/01/21. No dia seguinte seu pai, Gerson Maia, também não resistiu. Faltou oxigênio.  

Um cronista que nos fala do mundo pelo ângulo do afeto. Livre de convenções, ainda que fazendo sonetos dentro da norma culta. Mesmo que frequentasse os salões da alta classe, não adquire a dicção afetada que se diferencia com o propósito de se afastar. Para Vinicius de Moraes, a poesia não era só forma ou ritmo. Sobretudo, poesia é vida que se vive em busca da beleza, embora haja sempre a presença da tristeza. “Vinicius trocou o trágico pelo trivial, as grandes interrogações pelas pequenas sensações, e com isso se enredou numa teia de acontecimentos comuns e emoções miúdas mas fatais.”[1]

O poeta consagrado de livros premiados se arrisca na condição de escritor de letras da música popular brasileira (MPB). O diplomata tira o terno, arranca a gravata e desata os nós dos sapatos. Afetuoso e espirituoso com os seus parceiros de música e vida. Carinhoso com os seus amigos de uma forma geral, sem que o emprego do diminutivo conotasse qualquer tipo de depreciação. Sentimentalista diante das suas musas. Um homem disposto a despir-se, ainda que soubesse que sem os tecidos grossos iria ser tocado e ferido.

Este texto não é escrito por um especialista ou estudioso da obra de Vinicius de Moraes. Na verdade, é o registro de um primeiro encontro. Anoto as primeiras impressões das minhas primeiras leituras. Os livros estavam espremidos por anos na estante de casa, intactos. Fui deixando os poetas para depois enquanto lia os livros de trabalho. No confinamento imposto pela pandemia de Covid-19, resolvi reparar meu erro e priorizar os poetas.

Essa pequena digressão faz parte da minha primeira leitura dos livros do Vinicius de Moraes. Alguém que se despe das convenções para se entregar à espontaneidade. Talvez os peritos tenham condições de asseverar com argumentos que esse giro na vida do poeta foi existencial e fortemente estético.

O sentimentalismo pode ser analisado sob diversos ângulos. Mas provisoriamente, lendo Vinicius de Moraes, sobre o sentimentalismo, pode-se dizer que é o amor olhado de perto pelo dor. A distância da amada, que pode ser física ou não, leva ao canto saudoso e muitas vezes sofrido. O poetinha se deixava enebriar pelo desconhecido e se permitia transformar-se em outros. Estava constantemente à procura como andarilho sem mapa. Quando achava, rompia e seguia novamente para as trilhas do mistério. Uma arte marcada pela abertura de estar frequentemente no terreno desconhecido. Desapegado dos seus triunfos, seguia adiante para o novo.

No encontro com Baden Powell, o poeta é atravessado pelo mistério. Segundo José Castello[2], Baden não apenas africanizou Vinicius, ele o introduziu ao encantamento do Candomblé. A música dos parceiros foi fortemente marcada pelos componentes místicos e mágicos. A mudança em Vinicius foi profunda: da estética da Bossa Nova com Tom Jobim nos salões sofisticados de Ipanema para os afrossambas com elementos dos terreiros e rodas de capoeira dos subúrbios. Uma poesia menos intelectualizada e mais sensorial.

Quando disse que fazia neste texto o registro do meu primeiro encontro com Vinicius de Moraes, não fui preciso. Devia ter dito que foram as minhas primeiras leituras das suas poesias, prosas, crônicas, enfim, livros. Antes dessa imersão textual houve a experiência musical, principalmente ao som do violão do Toquinho. Conheci o compositor bem antes do escritor. Por isso mesmo, minha aproximação se deu justamente pela experimentação sensorial.

QUE ANGÚSTIA ESTAR SOZINHO NA TRISTEZA E NA PRECE

Um poeta solar que não aprendeu a ser só. Um sentimentalista que não desenvolveu a habilidade de disfarçar.

No Livro de sonetos, a palavra “melancolia” aparece de diferentes formas. O poeta fala de melancolia insistentemente, como se pudesse encará-la antes de dominá-la. Não obstante o seu controle da forma para fazer sonetos fosse absoluto, o domínio da melancolia lhe fugia: “De repente do riso fez-se o pranto”.[3]   

Outra palavra muito recorrente nos sonetos é “angústia”. Em 1939, o poeta, em Londres, envolvido com altos estudos literários, fala da angústia de se perceber só. Figura de um nobre numa torre de um castelo medieval na Europa. Contudo, sozinho, sem ter com quem compartilhar os seus triunfos. “Que angústia estar sozinho na tristeza e na prece!”[4]

Sozinho na prece. Quando a tentativa de diálogo é frustrada, só sobra o monólogo. Solidão porque não há com quem conversar. Prece? Mas quando eu calo, Deus fala? A angústia, entre outros motivos, pela falta da interlocução com o divino.

Em “Poética (II)”, Vinicius de Moraes fala da construção da sua poesia. Enquanto arquiteto que ergue estruturas e define formas, escapava a ele definições mais objetivas. Não sabia se a sua poesia era comparada a uma casa, uma torre ou quem sabe um templo. Caso fosse essa última alternativa, certamente, seria um templo sem Deus.[5]

Essa definição me fez lembrar da obra de Peter Gay que trata sobre o ateísmo em Sigmund Freud. Neste livro, o autor observa que Freud tinha fortes laços culturais com o judaísmo. Essa herança não era negada, nem reprimida. No entanto, era vivida enquanto judaísmo secular, não religioso. Um judaísmo sem Deus, mas com templo, cultura, símbolos e comunidade.[6]

Vinicius de Moraes se declarava ateu. Contudo, sua obra poética está embebida no mistério que os crentes costumam chamar de divino. Impossível classificar a poesia de Vinicius de Moraes como uma poesia sem Deus. Mesmo quanto à grafia do nome não aparece, Ele está presente.

No livro Para menina com uma flor, há uma entrevista de Vinicius de Moraes concedida ao jornalista Odacir Soares em que o poeta responde objetivamente sobre Deus:

– Acredita em Deus?

– Acredito mais no Deus de João XXIII do que no de Pio XII. Mais no de Dom Hélder do que no de Dom Jaime. Mais no de minha avozinha falecida D. Maria da Conceição de Melo Moraes, que nós chamávamos Vovó Neném, e que sempre dizia: “Seja tudo por amor de Deus…”, do que no de um outro membro da família, também desobjetivado, e que só dizia assim: “Não faz isso senão Deus te castiga!” Sou mais o Deus de Alceu de Amoroso Lima do que o de Gustavo Corção. Eu pessoalmente não acredito em Deus. Pero que lo hay, lo hay…

– Reza algumas vezes?

– Sempre. Um homem como eu, que está sempre apaixonado, vive em prece. [7]

A metafísica não foi um tema com o qual o poeta se ocupou frequentemente. Mas o sentimento humano, sim. As paixões e pulsões, sim. Vinicius de Moraes ao escrever suas prosas, crônicas, poesias e composições musicais lidava com os sentimentos humanos de uma forma lindamente divina. Uma ideia de Deus cheio de ternura e nada preocupado com convenções e bajulações piegas de religiosos viciados.

A prosa poética de Vinicius de Moraes é marcada por uma sublime nostalgia. Um modo generoso de ver o cotidiano afetuosamente. O poeta disfarçado de cronista também nos leva a ter nostalgia de um mundo no qual não vivemos. Pessoas em movimento provocando encontros dos quais não se esquecem. O poeta como observador lançou seu olhar sobre ilustres desconhecidos e os amou como se fossem familiares.

Nas crônicas em Para uma menina com uma flor, fiquei pensando nos leitores dos jornais diários daquela época. Nas primeiras horas do dia, deparavam-se com essas crônicas tão simples e tão tocantes, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo afetuoso.

SENTIMENTO OCEÂNICO

Em “Poética (II)”, Vinicius de Moraes traduz a sua criação como provocadora da transcendência artística e não da transcendência religiosa. Em outros termos, ele retrata a condição humana tanto na sua agonia quanto na euforia. Descreve com encanto o ir e vir das pessoas. Mesmo quando não estava escrevendo crônicas, descrevia o cotidiano com suas belezas e sombras. Então, por que estamos insistindo em colocar Deus na poesia do Vinicius de Moraes?

Não podemos ser taxativos numa questão tão subjetiva, mas a título de hipótese, quando a linguagem chega ao seu limite e os sentimentos se exacerbam além da razão, a ideia sobre Deus aparece, ainda que seja para fazer uma queixa ou uma graça. Vinicius de Moraes não era diplomático quando o fator Deus aparecia. Na concepção dele, Deus caberia melhor no papel de amigo na roda de samba do que em encontros protocolares de chefes de Estado.

No poema “O haver”, ele tece contrastes em que o belo e o feio vivem em estações contíguas. Mais do que isso: a vida e a morte são experiências contíguas. Mistérios que só não nos paralisam porque somos curiosos e seguimos um pouco mais. “Resta essa obstinação em não fugir do labirinto, na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente.”[8] O que resta de uma pessoa que se percebe afetada pelo imponderável, limitada para responder e perplexa diante do Infinito? O nome “Deus” não aparece, mas impossível não perceber nessas reflexões existenciais o quanto a ideia a respeito dele está presente. Em termos mais claros, diz o poeta:

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos

                        Essa inércia cada vez maior diante do Infinito

                        Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível

                        Essa irredutível recusa à poesia não vivida. [9]

Esse sentimento de querer balbuciar o inexprimível não é a prova de que não exista, simplesmente confirma que nos escapa. Os religiosos com as suas oratórias e símbolos parecem que conseguiram dar conta da apreensão do divino. Movidos pelas certezas, eliminam o Mistério em troca de compensações temporárias. Religiosos que não balbuciam, mas aproveitam o eco das catedrais para ouvir a própria voz enquanto evocam o nome de Deus. Em contraste, Vinicius confessa a sua inércia diante do Infinito. Detalhe para o fato que ele emprega o termo “Infinito” com a letra inicial maiúscula.

Então, de tudo, o que resta? Resta a “recusa à poesia não vivida”. A opção existencial sinalizada não recusa a transcendência. No entanto, a transcendência da qual Vinicius de Moraes trata é a possível na experiência dele, a transcendência promovida pela arte. Alguém precisava dizer ao poeta que Deus suporta os ritos religiosos, mas nunca se deixou seduzir por eles a ponto de viver confinado nos templos. O “indizível” faz mais jus a Ele do que qualquer liturgia. O divino está mais para a poesia do que para a teologia sistemática.

DO POEMA FEZ-SE PRECE

Seguem algumas citações de canções compostas por Vinicius em que “do poema fez-se preces”.

A melancolia da música “Gente humilde” é típica do repertório do Vinícius de Moraes. Sabemos que foi feita em parceria com Chico Buarque e Garoto. Contudo, reconhecemos o jeito de ser e de dizer do poeta sentimentalista que repara nas pessoas simples num dia comum e diz sentir certa inveja. Uma vida sem conforto, casas simples, cadeiras na calçada, enquanto as crianças brincam na rua, os adultos conversam, convivem, sobrevivem com pouco sem descuidar do essencial. O sentimentalismo da melodia da música é magistralmente encaixado na letra da poesia. As flores tristes nas varandas fazem jus à tristeza do poeta que não é daquele lugar e precisa seguir com a tristeza no peito. Nessa visão, lembrar que resta a “recusa à poesia não vivida”. O sentimento também pode se transformar em algo indizível, por mais que se tenha a poesia. Daí,surge no lirismo da cena do cotidiano um sentimento oceânico: “Eu que não creio peço a Deus por minha gente, é gente humilde, que vontade de chorar.”

A oração de Vinicius de Moraes e seus parceiros lança um olhar humano cheio de empatia enxergando beleza nos detalhes. Não consegue ter comunhão com a imagem de um Deus que vive no espaço sagrado cheio de solenidades, mas parece estar de novo lidando com os limites da linguagem, beirando a experiência do Inexprimível.

Na canção “Dia da criação”, a epígrafe remete ao texto bíblico de Gênesis 1.27: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” O que deseja Vinicius de Moraes com tal postulação? Talvez, pessoas que se arrogam advogados de Deus vejam nisso uma atitude de afronta, uma tremenda ironia. No entanto, a letra da música fala de perplexidade existencial com rara capacidade de síntese. Um existir humano em que nos habituamos e nos resignamos com o sofrimento. Diferente do que possa parecer, o poeta destila suas perguntas angustiadas e não suas certezas filosóficas. Eis uma pessoa sensível sentindo na pele o sofrimento e a impotência para contorná-lo.

Muito comum para quem convive com o sofrimento perguntar por Deus, ainda que seja em tom de cobrança. Contrastamos a ideia da bondade de Deus com o desgoverno do mundo, liberdade humana com origem do mal. Em uma palavra, teodiceia. [10]

Em Assim falou Zaratustra,[11] nos deparamos com o mecanismo de lançar perguntas ao Divino com as quais candidatos a advogados de Deus preferem não enfrentar. O mais fácil é chamar o filósofo de herege, o poeta de bêbado e a criança de inocente. Enquanto isso, chumbam Deus no altar para que ele não entre na roda de samba. Segmentos cristãos na atualidade não lidam muito bem com a tristeza que surge das perguntas existenciais, preferem o riso artificial (flores plásticas) ao choro real (flores tristes e baldias).

Perguntar a Deus pelo sofrimento humano pode ofender a quem? Os profetas o fizeram. Os poetas nos salmos se recusaram a tocar a lira e preferiram conversar com Deus em tom de cobrança. A vontade de chorar por prestar atenção na condição humana levou Vinicius de Morais a compor estas estrofes da música “Dia da criação”:

Hoje é sábado, amanhã é domingo

A vida vem em ondas, como o mar

Os bondes andam em cima dos trilhos

E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar

 

Hoje é sábado, amanhã é domingo

Não há nada como o tempo para passar

Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo

Mas por via das dúvidas livrai-nos, meu Deus, de todo mal […]

Sim, a condição humana pode ser olhada pelas lentes do costume e funcionar na engrenagem do padrão. Para tanto, o tédio é vencido pelas construções de distrações. A vida pode se reduzir ao entretenimento. A religião disputa com a arte a capacidade de produzir sentido para combater o tédio. No entanto, o poeta sentimental consegue disfarçar por pouco tempo e ao escrever poemas, depõe contra si mesmo. Hoje é sábado e sobrevivemos na expectativa do domingo. A despeito de toda beleza e das possibilidades de alegria, persiste o mistério do porquê nascemos. Para quê? Entre monólogos longos sem eco e letras longuíssimas de música, Vinicius de Moraes faz uma oração espirituosa: “Mas por via das dúvidas livrai-nos, meu Deus, de todo mal”. A resposta de Deus foi uma boa gargalhada daquelas em que as lágrimas que descem são por causa da alegria e não da dor.

Em “Cotidiano nº2”, Vinicius de Moraes utiliza a mesma estrutura lógica presente em “O haver”, “Gente humilde” e “Dia da criação”. O cronista utiliza a poesia para falar de nostalgias, tédios e sofrimentos. Fala de gente comum no espiral existencial em que os movimentos e iniciativas pessoais não geram sentidos para viver. Depois de muito penar nas reflexões solitárias surge com muita força a perplexidade. O vazio se impõe como a exigir rendição. E aí, quando chega no último estágio do emudecimento, surge nos versos de Vinicius de Moraes a conclusão de que um bom poema é uma forma de oração:

Às vezes quero crer, mas não consigo

É tudo uma total insensatez

Aí pergunto a Deus: Escuta, amigo

Se foi pra desfazer, por que é que fez?

 

Mas não tem nada, não

Tenho meu violão…

Nessa parceria com Toquinho, música e letra se encontram no tom da tristeza. O poeta reza sem fé, mas reza. Quando se avizinha o indizível, o poeta lembra de Deus como se buscasse a compreensão. Vinicius de Moraes descarrega seu sentimentalismo e diz querer crer, mas não consegue. Desafoga o seu sofrimento no dedilhar das cordas do violão. Deus fica de fora desse cotidiano tão humano.

CONCLUSÃO

Nesse universo religioso cristão, que definitivamente Vinicius de Moraes não curtia, é provável que inúmeras pessoas se precipitem com explicações para provar os motivos e sentidos, implícitos e explícitos, para além da canção. Algumas, que se dizem bem-intencionadas, advogam que o problema de conexão se devia única e exclusivamente à falta de fé. Apologeticamente refutam as dúvidas e reificam seus esquemas que atestam a sensatez do Deus calado.

Quanto a minha divagação à moda vinaciana, curioso que um ateu vivia sensível às necessidades alheias, humanamente agindo com empatia, identificado pela doçura que atraia amizades e admiração. Enquanto tantos e tantas que dominam os vocábulos das orações protocolares e dizem falar com Deus constantemente, são indiferentes ao sofrer alheio, são intolerantes e vivem combatendo inimigos imaginários. Às vezes quero entender essa contradição, mas não consigo. Total insensatez. Tantas orações que falam mais ao nosso respeito do que propriamente sobre Deus. Mas não tem nada não, Deus suporta os ritos das nossas missas e cultos, mas não resiste a um coração quebrantado, sensível, que ama demais no cotidiano.


[1] CASTELLO, José. Tom Jobim ou o sentimentalismo. In: MORAES, Vinicius. Livro de letras. São Paulo: Companhia das letras, 1991, p. 19.

[2] Ibidem, p. 59.

[3] MORAES, Vinicius. Livro de sonetos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 19.

[4] Ibidem, p. 33

[5] Ibidem, p. 70

[6] GAY, Peter. Um judeu sem Deus: Freud, ateísmo e a construção da psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 1992.

[7] MORAES, Vinicius. Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 190.

[8] MORAES, Vinicius. Poemas esparsos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 12-14.

[9] Ibidem, p. 12

[10] LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Ensaios de teodiceia sobre a bondade de Deus, a liberdade do homem e a origem do mal. São Paulo: Estação Liberdade, 2017.

[11] NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Valdemar Figueredo
Editor do Instituto Mosaico, Pesquisador da USP (pós-doc), cientista político e pastor